Marinho de Sousa Lobo
Marinho de Sousa Lobo

Advogado e Desembargador, natural de Campo Alegre/SC. Deputado na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, no século XX.

Informações Gerais

Nome completo
Marinho Parísio de Sousa Lobo
Filiação
Pedro José de Sousa Lobo e Adelaide Flora Caldeira de Andrada Lobo
Nascimento
11/06/1887
Local de nascimento
Campo Alegre/SC
Formação
Ciências Jurídicas e Sociais
Profissão
Advogado e Desembargador
Partido
Partido Republicano Catarinense (PRC)

Marinho de Sousa Lobo

Nasceu em 11 de junho de 1887, em Campo Alegre/SC. Filho de Adelaide Flora Caldeira de Andrada Lobo e de Pedro José de Sousa Lobo. Seu pai, militar, foi duas vezes Deputado na Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina. Sua mãe era filha de José Bonifácio Caldeira de Andrada, comerciante, militar e nove vezes Deputado na mesma Assembleia que Pedro.

O estudo secundário cursou no Colégio Viana, em Curitiba/PR, e o superior, na Faculdade de Direito de São Paulo/SP, tendo se graduado Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito), em 1911.

Logo após a formatura (1911), exerceu a advocacia e assumiu como Promotor Público de São Bento do Sul/SC. Em seguida, foi: Diretor do Grupo Escolar Conselheiro Mafra e Professor da Escola Complementar, de Joinville/SC, nos anos de 1912 e 1913; e Administrador dos Correios de Santa Catarina, de 1913 a 28 de agosto de 1919.

A 31 de maio de 1914, em Joinville/SC, casou com América de Oliveira Batista Lobo e tiveram os filhos: Octávio de Sousa Lobo e Marinho Américo de Sousa Lobo. A esposa era filha de Thereza Augusta Nóbrega de Oliveira Batista e de Abdon Batista (várias vezes Deputado na Assembleia catarinense, Deputado Federal, Senador e Presidente da Província de Santa Catarina, além de funções desempenhadas em São Francisco do Sul e Joinville).

Redigiu o jornal A Gazeta do Comércio. Um dos primeiros diretores e fundadores do jornal O Estado (1914). Membro do Diretório Regional da Liga da Defesa Nacional em Santa Catarina, fundado em 21 de abril de 1917. Promotor Público interino da Câmara Municipal de Joinville (1920).

Substituiu interinamente Abdon Batista, seu sogro, na função de Superintendente Municipal de Joinville (Prefeito, atual denominação), de 31 de janeiro de 1921 até 1926.

Eleito Deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com 14.979 votos, integrou a 13ª Legislatura (1925-1927). Reeleito para 14ª Legislatura (1928-1930), com 17.707 votos, exerceu mandato no mesmo Parlamento.

Vereador à Câmara Municipal de Joinville (1927-1930) e Presidente do Conselho Municipal (1927).

Chefe de Polícia, em Joinville, (de 27 de janeiro a 26 de maio de 1930). Deixou o cargo para ser Secretário de Estado do Interior e Justiça (de maio até 28 de setembro de 1930).

Ainda em Joinville, foi Presidente do Clube Joinville (eleito em 27 de janeiro de 1930), e Chefe da Coligação “Por Santa Catarina”, do Partido Republicano (1934).

Desembargador da Corte de Apelação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nomeado em setembro de 1935, empossado em 5 de outubro de 1935 e exonerado em 19 de janeiro de 1937, conforme solicitado, para reabrir escritório de advocacia.

Aderiu à Ação Integralista Brasileira (AIB)1 ou Integralismo (extintos em 1937), foi candidato do Partido Sigma a governança do Estado e chegou a compor a chamada Câmara dos Quatrocentos (órgão consultivo do Chefe Nacional da AIB).

Vice-Presidente da Associação Joinvillense de Amparo aos Necessitados (1937-1938), Presidente do Rotary Clube (1937) e do Joinville Tênis Clube (1937-1938).

Integrou e foi orador oficial da Diretoria da Sociedade Anônima Empresa Sul Brasileira de Eletricidade (1930-1931) e da Sociedade Amigos de Joinville (SAJ).

Cartão-Postal - Rua do Meio, hoje XV de Novembro, em Joinville/SC (1917)

Fonte: Reprodução/Festa Cultural.
(Disponível em: https://goo.gl/2HcYVN)

1 “Um movimento político fundado no ano de 1932 e liderado por Plínio Salgado que possuía ideais ultraconservadores alinhados com a extrema-direita e que atuou no Brasil durante a década de 1930. O Integralismo alinha-se no contexto da década de 1930, quando uma série de partidos de extrema-direita surgiam na Europa e na América Latina. (...) O integralismo negava a democracia, defendendo sempre um Estado com poder centralizado para defender os interesses nacionais e proteger os valores brasileiros, negava o modelo pluripartidário, ou seja, defendia a existência de apenas um partido, logo, propunha o combate a qualquer tipo de oposição política. Possuía como lema “Deus, Pátria e Família” e tinha como principais líderes Plínio Salgado, Gustavo Barroso e Miguel Reale”. (HISTORIA DO MUNDO)

Mandatos

Referências

Exoneração do Administrador dos Correios. Republica: Orgão do Partido Republicano Catharinense. Florianópolis, 29 ago. 1919. , p. 1-1. Disponível em: <https://goo.gl/cM4rVk>. Acesso em: 3 jul. 2017.

Homenagem à Marinho de Souza Lobo. O Dia: Orgão do Partido Republicano Catharinense. Florianópolis, 12 dez. 1911. , p. 1-1. Disponível em: <https://goo.gl/yxRqhM>. Acesso em: 3 jul. 2017.

Regimento Interno do Directorio Regional da Liga da Defesa Nacional em Santa Catharina. Gazeta do Commercio. Joinville, 14 nov. 1917. , p. 1-1. Disponível em: <https://goo.gl/wGysnx>. Acesso em: 3 jul. 2017.

RELATORIOS DOS PRESIDENTES DOS ESTADOS BRASILEIROS (SC) - 1891 A 1930: Secretarias de Estado. Santa Catarina: Assembléa Legislativa, 1930. 72 p. Disponível em: <https://goo.gl/1QZvWk>. Acesso em: 3 jul. 2017.

Superintendência Municipal de Joinville. Republica: Orgão do Partido Republicano Catharinense. Florianópolis, 1 fev. 1921. , p. 1-1. Disponível em: <https://goo.gl/GHA9Ai>. Acesso em: 3 jul. 2017.

Varias. Gazeta do Commercio. Joinville, 23 mai. 1914. , p. 2-2. Disponível em: <https://goo.gl/9gRpVf>. Acesso em: 3 jul. 2017.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA. Centro de Memória. Arquivos das Legislaturas: de 1835 a 2018.

HISTÓRIA DO MUNDO. Integralismo. Disponível em: <https://goo.gl/7Zvdhj>. Acesso em: 3 jul. 2017.

NUNES, Karla Leonora Dahse. Santa Catarina no Caminho da Revolução de Trinta: Memórias de Combates (1929-1931). 2009. 407 f. Tese (Doutorado) - Curso de História, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. Disponível em: <https://goo.gl/q6gzH3>. Acesso em: 3 jul. 2017.

PIAZZA, Walter F. Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994. 714 p.

PIAZZA, Walter F. O Poder Legislativo Catarinense: das suas raízes aos nossos dias 1834-1984. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1984. 800 p.

SILVA, Janine Gomes da. Tempo de lembrar, tempo de esquecer... As vibrações do Centenário e o período da Nacionalização: histórias e memórias sobre a cidade de Joinville.. 2004. 307 f. Tese (Doutorado) - Curso de História, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004. Disponível em: <https://goo.gl/Rrqf16>. Acesso em: 3 jul. 2017.

STOETERAU, Lígia De Oliveira. A Trajetória do Poder Legislativo Catarinense.. Florianópolis: IOESC, 2000. 446 p.

Como citar este documento
Referência

MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Marinho de Sousa Lobo . 2018. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/689-Marinho_de_Sousa_Lobo>. Acesso em: 22 de novembro de 2018.

Citação com autor incluído no texto

Memória Política de Santa Catarina (2018)

Citação com autor não incluído no texto

(MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, 2018)

Memória Política de Santa Catarina