Francisco de Brito Peixoto
Francisco de Brito Peixoto

Militar, natural de São Vicente/SP. Comandante da Ilha de Santa Catarina, no século XVIII. Um dos fundadores de Laguna, descobridor dos campos do Rio Grande do Sul e responsável pela ligação de Laguna a Rio Grande, a Maldonado, à Colônia do Sacramento e a Montevidéu.

Informações Gerais

Filiação
Domingos de Brito Peixoto e Anna da Guerra do Prado
Ano nascimento
1650
Local de nascimento
São Vicente/SP
Falecimento
31/10/1735
Local de falecimento
Laguna/SC
Formação
Militar
Profissão
Militar

Francisco de Brito Peixoto

Nasceu no ano de 1650, em São Vicente/SP. Filho de Anna da Guerra do Prado e de Domingos de Brito Peixoto. 

Nunca se casou oficialmente, mas com Sevirina Dias, índia Carijó, teve três filhos: Ana, Maria e Sebastião, todos “de Brito Peixoto”. Com outra índia teve mais quatro filhos (Domingo Leite Peixoto, Victor de Brito, Ana da Guerra e Catarina de Brito). Com Paula Dias do Prado, teve o filho Luis de Brito Peixoto.

Seu pai foi filho e neto dos povoadores da Capitania de São Vicente (atual Estado de São Paulo/SP), que partiu do Porto de Santos para desbravar o sul brasileiro no fim do século XVII, junto dos filhos Sebastião de Brito Guerra e o próprio Francisco, mais de 10 homens brancos, 50 escravos, com armas, munições, mantimentos e ferramentas, fundaram a Vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna/SC), no ano de 1676, conforme escritos de Francisco. 

Francisco ficou em Laguna e, mais tarde, entre 1715 e 1718, com recursos próprios explorou, descobriu, tomou posse e iniciou o povoamento dos campos do Rio Grande de São Pedro do Sul (hoje Estado do Rio Grande do Sul) para a coroa portuguesa, e fez a ligação por terra de Laguna a Rio Grande, a Maldonado, à Colônia do Sacramento e a Montevidéu.  

Foi preso por ordem do Capitão-Mor Manuel Manso de Avelar, provavelmente por motivação política - já que denunciava os contrabandos na região. Foi liberado em 1º de fevereiro de 1721, quando recebeu do rei João V de Portugal a carta patente de Capitão-Mor das terras de Laguna, da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro, por três anos.

Tornou-se Comandante da Ilha de Santa Catarina e governou-a de 1º de fevereiro de 1721 a 25 de outubro de 1724, substituindo a Bernardo Cavalcanti de Mello. Seu sucessor na administração foi Augusto Xavier de Carvalho.

Depois do episódio, Francisco prendeu Avelar, remeteu-o para a vila de Santos, onde teve seus bens confiscados após inquérito. 

Em 1732, solicitou ao Rei de Portugal concessão de campos e terras de Garopaba/SC até o rio Tramandaí/RS, por seu empenho, posses investidas e serviços prestados à coroa, mas recebeu uma Sesmaria de Légua e Meia em Quadro.

Faleceu em 31 de outubro de 1735, em Laguna/SC. Seus restos mortais estão no altar principal da Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos, construída por ele na freguesia em 1696.

Condecoração: Hábito de Cristo, em 31 de outubro de 1735.

Imagens

Foto - Estátua de Francisco de Brito Peixoto, no Museu do Ipiranga, em São Paulo/SP
Autor: Adrien Henri Vital van Emelen (Belga).
Fonte: Patrimônio Belga no Brasil.
 
Foto - Estátua de Francisco de Brito Peixoto, em Laguna
Fonte: As Mil e Uma Histórias de Laguna.
(Imagem cedida por Elvis Palma).
 
Foto - Arruamento e caminhos da cidade de Laguna
Fonte: Acervo IPHAN.

Mandatos

  • Executivo/Estadual

    Governador

    Comandante da Ilha de Santa Catarina
Referências

ABREU, Luís Claudio Joaquim. 01 - A descoberta e a fundação de Laguna. 2013. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI5OTg=>. Acesso em: 14 set. 2017.

CABRAL, Oswaldo Rodrigues. Nossa Senhora do Desterro. Florianópolis: Lunardelli, 1979. 515 p.

GARCIA, Martin Romano. Familia Romano-Tutte, a octubre 2012. 2012. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODMwMTE=>. Acesso em: 14 set. 2017.

GENEANET. Capitán Francisco de Brito Peixoto. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI5ODU=>. Acesso em: 14 set. 2017.

GENEARC. Capitão Domingos de Brito Peixoto. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI5NDk=>. Acesso em: 14 set. 2017.

KÜHN, Fábio. Um Certo Capitão-Mor: Poder Local e Redes Familiares na Expansão da Fronteira Sul da América Portuguesa (1721-1735). Revista História e Diversidade. Mato Grosso, 1 jan. 2016. v. 8, n. 1, p.91-106, Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI5Njk=>. Acesso em: 14 set. 2017.

MAREGA, Antônio Carlos. O Bandeirante Vicentista Domingos de Brito Peixoto. 2012. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI5MzY=>. Acesso em: 14 set. 2017.

PATRIMÔNIO BELGA NO BRASIL. Museu Paulista (São Paulo) - Estátua do Bandeirante Francisco de Brito Peixoto. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI5MDc=>. Acesso em: 14 set. 2017.

SANTOS, André Luiz. Do Mar ao Morro: a geografia histórica da pobreza urbana em Florianópolis. 2009. 658 f. Tese (Doutorado) - Curso de Geografia, Departamento de Geociências, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rNzc3MA==>. Acesso em: 27 mai. 2018.

SIMON, Lilian Mendonça. Documentação e Monitoramento de Sítios Urbanos Históricos com apoio do Cadastro Técnico Multifinalitário e da Fotogrametria Digital – Estudo de Caso: Laguna. 2000. 108 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Engenharia Civil, Centro Tecnológico, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2000. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI5MjM=>. Acesso em: 14 set. 2017.

SOUZA, Rudney Marinho de. 047 – Francisco de Brito Peixoto: O fim de um lutador. 2013. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rODI4OTQ=>. Acesso em: 14 set. 2017.

Como citar este documento
Referência

MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Francisco de Brito Peixoto. 2019. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1176-Francisco_de_Brito_Peixoto>. Acesso em: 17 de setembro de 2019.

Citação com autor incluído no texto

Memória Política de Santa Catarina (2019)

Citação com autor não incluído no texto

(MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, 2019)

Memória Política de Santa Catarina