Álvaro Luís Catão
Álvaro Luís Catão

Industrial e engenheiro civil, natural de Imbituba/SC. Deputado Federal e Senador da República por Santa Catarina, no século XX.

Informações Gerais

Nome completo
Álvaro Luís Bocaiúva Catão
Filiação
Álvaro Monteiro de Barros Catão e Luísa Amélia Torres Bocaiúva Catão
Nascimento
28/01/1920
Local de nascimento
Imbituba/SC
Falecimento
03/07/2000
Local de falecimento
Rio de Janeiro/RJ
Formação
Engenharia Civil
Profissão
Industrial e engenheiro civil
Partido
União Democrática Nacional (UDN) e Aliança Renovadora Nacional (ARENA)

Álvaro Luís Catão

Nasceu em 28 de janeiro de 1920, em Imbituba/SC. Filho de Luísa Amélia Torres Bocaiúva Catão e de Álvaro Monteiro de Barros Catão. Irmão de Francisco João, Riza Maria e Lília - todos “Bocaiúva Catão”.

Seu pai foi Prefeito de Imbituba, Deputado Constituinte de 1928 e Deputado Estadual na Assembleia Legislativa catarinense. Sua mãe descendia de Quintino Bocaiúva, Ministro das Relações Exteriores durante o governo do Presidente Deodoro da Fonseca.

No Rio de Janeiro/RJ, Álvaro realizou os primeiros estudos no Colégio Santo Inácio e se formou Engenheiro pela Faculdade Nacional de Engenharia, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1943.

Casou com Maria de Lurdes Prazeres Catão, com quem teve três filhos, entre eles Álvaro Luís Bocaiúva Catão Júnior e Antônio Catão.

 Em 1950, candidatou-se a uma das vagas de Deputado Estadual para o Parlamento catarinense, pela União Democrática Nacional (UDN), recebeu 1.548 votos, ficou Suplente e não foi convocado à 2ª Legislatura (1951-1955).

Pela UDN, elegeu-se Deputado Federal por Santa Catarina à 42ª Legislatura (1963-1967), com 19.927 votos. Participou da Comissão Permanente de Economia, sendo Vice-Presidente (1963-1964) e Membro efetivo (1963). Deixou a Câmara para assumir vaga no Senado Federal.

Após abril de 1964, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), por esta candidatou-se a Senador por Santa Catarina, no ano de 1966, ficou 1º Suplente para a 43ª Legislatura (1967-1970), sendo convocado, deixou o cargo de Deputado Federal e assumiu como Senador, a partir de fevereiro de 1963, na vaga de Celso Ramos, eleito com 380.245 votos.

Depois do Senado Federal, dedicou-se às atividades empresariais e exerceu as seguintes funções:

- Diretor-Presidente da Companhia Nacional Mineração de Carvão de Barro Branco (SC)
- Diretor-Superintendente da Companhia Brasileira Carbonífera de Araranguá/SC
- Diretor-Presidente da Indústria Nacional de Pescados (INPESCA)
- Diretor da Indústria e Comércio Santa Isabel
- Diretor da Companhia Docas, de Imbituba
- Diretor da empresa AGROTEC
- Sócio da empresa norte-americana Utah (1976), projeto industrial integrado para derivados do carvão em Santa Catarina
- Membro permanente (1983) do Conselho Empresarial de Energia da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ)
- 1º Vice-Presidente da ACRJ (1985, 1987, 1989 e 1991)
- 2º Vice-Presidente (1993-1997) e benemérito da ACRJ
- Coordenador dos Conselhos Empresariais da ACRJ (1993)
- Membro do Conselho Fiscal das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (ELETROBRÁS), como representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
- Cinco vezes Presidente do Sindicato Nacional da Extração do Carvão
- Vice-Presidente da Comissão de Energia da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN)
- Vice-Presidente do Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ)
- Membro do Conselho Empresarial de Políticas Econômicas da ACRJ
- Diretor-Técnico da Sociedade Nacional de Agricultura
- Diretor-Presidente da Indústria Brasileira de Coque (IBRACOQUE Mineração)
- Diretor-Presidente da Empresa de Industrialização do Carvão coque
- Diretor-Presidente da Pousada Fazenda Castelo
- Diretor-Presidente de Criação de Gado e Exploração de Madeira, em Lauro Müller/SC
- Sócio-Gerente da Fazenda Agropastoril São João do Penedo, em Três Rios/RJ.

Em 1981, foi escolhido Empresário Destaque no Setor Mineral, em pesquisa realizada pela Gazeta Mercantil.

Faleceu em 3 de julho de 2000, no Rio de Janeiro/RJ.

Mandatos

Referências

Ensino Federal: Escola Nacional de Engenharia. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 12 dez. 1940. , p. 10-10. Disponível em: <https://goo.gl/RSDVAo>. Acesso em: 14 ago. 2017.

CÂMARA FEDERAL. Álvaro Catão. Disponível em: <https://goo.gl/4MV3h6>. Acesso em: 14 ago. 2017.

CPDOC. Fundação Getúlio Vargas. Alvaro Luis Bocaiúva Catão. Disponível em: <https://goo.gl/PuUjnY>. Acesso em: 14 ago. 2017.

GENI. Imagem ÁLVARO LUÍS BOCAIÚVA CATÃO. Disponível em: <https://goo.gl/SCK5ZJ>. Acesso em: 14 ago. 2017.

PIAZZA, Walter F. Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994. 714 p.

PIAZZA, Walter F. O Poder Legislativo Catarinense: das suas raízes aos nossos dias 1834-1984. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1984. 800 p.

STOETERAU, Lígia De Oliveira. A Trajetória do Poder Legislativo Catarinense.. Florianópolis: IOESC, 2000. 446 p.

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL. Resenha Eleitoral - Eleições Catarinenses 1945-1998. 2001. Disponível em: <https://goo.gl/STRfht>. Acesso em: 30 nov. 2017.

Como citar este documento
Referência

MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Álvaro Luís Catão. 2018. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1045-Alvaro_Luis_Catao>. Acesso em: 12 de dezembro de 2018.

Citação com autor incluído no texto

Memória Política de Santa Catarina (2018)

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(MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, 2018)

Memória Política de Santa Catarina