Francisco de Albuquerque Melo
Francisco de Albuquerque Melo

Militar, natural de Portugal. Segundo Presidente da Província e Deputado na Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina, entre outras funções, no século XIX.

Informações Gerais

Filiação
Manoel Caetano de Albuquerque Melo e Ana de Albuquerque e Melo
Ano nascimento
1777
Local de nascimento
Viseu/Portugal
Falecimento
04/02/1843
Local de falecimento
Desterro/SC
Formação
Militar (Brigadeiro)
Profissão
Militar
Partido
Partido Democrático

Francisco de Albuquerque Melo

Nasceu por volta do ano de 1777, em Viseu, Portugal. Filho de Manoel Caetano de Albuquerque Melo e de Ana de Albuquerque e Melo.

Ainda na juventude veio para o Brasil com seus pais. Casou com Genoveva Cândida da Costa (filha de Miguel Francisco da Costa e de Dorotéa Clara Maria da Costa).

Francisco tornou-se Praça na 3ª Cia. do Regimento de Linha da Província de Pernambuco/PE, em 27 de maio de 1793. Passou a Tenente-Coronel efetivo, por decreto de 13 de março de 1818, e a Coronel Graduado de Artilharia, em 26 de outubro de 1818.

Por suas ideias liberais acabou envolvido na Revolução de 18171, em Pernambuco, foi preso, exilado em Lisboa, e obteve a liberdade em 1818. Tentou derrubar o governo de Luís do Rego Barros, em Pernambuco (1820).

Em 12 de março de 1822, foi declarado Governador das Armas de Paraíba/PB.

Na Província de Santa Catarina, foi nomeado Comandante de Armas (15 de junho de 1824) e Presidente, exerceu de 12 de março de 1825 a 14 de janeiro de 1830, ambas com nomeações por carta imperial.

Na administração da província catarinense (12/03/1825 - 14/01/1830), fundou a Colônia São Pedro de Alcântara e instalou a Agências Postais nos Portos de São Francisco do Sul/SC e Laguna/SC. Em 1828, chegaram a Santa Catarina os primeiros imigrantes alemães, aportando em Desterro/SC (hoje Florianópolis). Alguns optaram por se estabeler em Desterro e outros foram destinados às colônias de São Pedro de Alcântara e Louro (Alto Biguaçu), atual município de Antônio Carlos.

Em 31 de março de 1830, foi nomeado Presidente da Província do Mato Grosso/MT, mas não tomou posse.

Candidato a Deputado para a Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina ficou suplente, com mandato para a Legislatura (1840-1841). Convocado em 12 de março de 1840, recusou-se a tomar assento no parlamento catarinense.

Condecorado Oficial da Ordem do Cruzeiro, em 31 de maio 1830, e Comendador da Ordem de São Bento de Aviz, em 12 de outubro de 1827.

Faleceu em 4 de fevereiro de 1843, em Desterro/SC.

Sua filha, Maria do Patrocínio de Albuquerque Melo, casou com Afonso d'Albuquerque e Melo (Deputado na Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina, por sete vezes, entre 1854 e 1869, e Presidente da Casa em 1869).

Seu neto, Francisco Paulino da Costa e Albuquerque, também assumiu como Deputado no Parlamento catarinense, à 20ª Legislatura (1874-1875).


1 “De caráter liberal e republicano tem peso histórico por ter sido a única em que, de fato, a família real portuguesa chegou a ter seu poder tomado. Mesmo que por um curto período de tempo e áreas restritas”.  “Os antecedentes que fizeram eclodir no Ceará são os mesmos das demais províncias em que ela ocorreu (Rio Grande do Norte e Paraíba, além de Pernambuco). A região Nordeste passava como um todo por uma crise econômica provocada pela seca dos anos 1816-17, o que impactou diretamente nas exportações de algodão e açúcar. Além disso, começou a ser despertado um sentimento de lusofobia pelo fato de portugueses ocuparem os principais cargos administrativos da região e da alta quantia de remessas enviadas ao Rio de Janeiro com a chegada da corte de dom João VI ao Brasil”. (O POVO, 2017).

Mandatos

Imagens
Referências

A data: 14 de novembro. República. Florianópolis - SC, 14 nov. 1931. , p. 2-2. Disponível em: <https://goo.gl/LFfLcA>. Acesso em: 11 out. 2017.

ARQUIVO DE BLUMENAU. “Francisco de Albuquerque Melo”. Disponível em: <https://goo.gl/e8xbFe>. Acesso em: 17 mai. 2018.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA. Centro de Memória. Arquivos das Legislaturas: de 1835 a 2018.

PIAZZA, Walter F. Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994. 714 p.

PIAZZA, Walter F. O Poder Legislativo Catarinense: das suas raízes aos nossos dias 1834-1984. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1984. 800 p.

SENA, João Marcelo. 200 Anos. O Ceará na Revolução Pernambucana: História: O Ceará teve participação discreta (e restrita ao Cariri) na Revolução Pernambucana, mas fato serviu para o crescimento da influência política da família Alencar. O Povo. Pernambuco, 4 mar. 2017. , p. 1-1. Disponível em: <https://goo.gl/14uN4o>. Acesso em: 9 out. 2017.

STOETERAU, Lígia De Oliveira. A Trajetória do Poder Legislativo Catarinense.. Florianópolis: IOESC, 2000. 446 p.

Como citar este documento
Referência

MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Francisco de Albuquerque Melo. 2018. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/286-Francisco_de_Albuquerque_Melo>. Acesso em: 22 de novembro de 2018.

Citação com autor incluído no texto

Memória Política de Santa Catarina (2018)

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(MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, 2018)

Memória Política de Santa Catarina