Em março de 1930 foram realizadas eleições presidenciais e o candidato governista, Júlio Prestes, representante dos cafeicultores paulistas, foi eleito, em pleito marcado por fraudes. A Aliança Liberal, formada por mineiros, gaúchos e paraibanos, que tinha Getúlio Vargas como candidato a presidência, recusou-se a aceitar o resultado e passou a articular uma revolta armada que garantisse a chegada de Vargas ao poder. Em 3 de outubro, em Porto Alegre, iniciou-se a Revolução de 1930. Uma Junta Militar governou o Brasil até passar o poder a Getúlio em 3 de novembro. De 1937 a 1945, o Brasil passou pela primeira ditadura após a proclamação da República: era o Estado Novo. Vargas impôs a censura aos meios de comunicação, reprimiu a atividade política, perseguiu e prendeu inimigos políticos. Por outro lado, adotou medidas econômicas nacionalizantes e deu continuidade à política trabalhista com a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), publicou o Código Penal e o Código de Processo Penal. Santa Catarina foi diretamente atingida pela política do Estado Novo. Na ânsia de criar um sentimento nacional entre os brasileiros, o governo Vargas proibiu o uso de línguas estrangeiras pela população. Em cidades como Joinville e Blumenau, por exemplo, onde a colonização ainda mantinha as raízes alemãs, os moradores sofreram. Getúlio Vargas foi deposto em 29 de outubro de 1945, por um movimento militar liderado por generais que compunham o próprio ministério. A principal herança política de Vargas foi, provavelmente, o populismo. O presidente se comunicava de maneira simples e popular com as massas, o governo utilizava o rádio divulgando os avanços e ganhos dos trabalhadores, o que lhe garantiu a alcunha de - pai dos pobres -. Os políticos que vieram em seguida souberam utilizar desse modelo para se estabelecerem no poder - inclusive o próprio Getúlio, reeleito em 1951 -, até a deposição de João Goulart, em 1964.

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Memória Política de Santa Catarina