Agostinho Alves Ramos
Agostinho Alves Ramos

Natural de Portugal. Um dos fundadores do município de Itajaí, liderou seu processo de emancipação e representou a região na Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina, no século XIX.

Informações Gerais

Local de nascimento
Portugal
Falecimento
16/06/1853
Local de falecimento
Itajaí/SC
Formação
Militar
Profissão
Guarda-Livros e Comerciante
Partido
Partido Conservador

Agostinho Alves Ramos

Em 14 de outubro de 1813, no Rio Grande do Sul/RS, Freguesia de São Pedro do Rio Grande, Agostinho casou com Anna Maria Rita, natural de Peniche, Portugal. De ambos não constava a filiação em documento da paróquia. Não tiveram filhos.

Em fins de 1823, fixou-se na Colônia de Itajaí. Considerado um dos fundadores do município de Itajaí porque ajudou na construção: da primeira capela (erguida por um escravo seu), dedicada ao Santíssimo Sacramento e tendo como co-padroeira Nossa Senhora da Conceição, por sugestão de Agostinho; do cemitério; da primeira escola pública e do primeiro distrito policial.

Por iniciativa de Agostinho, em 15 de abril de 1835, foi aprovada a Lei No 9, posteriormente sancionada pelo Presidente da Província, Feliciano Nunes Pires, e criada a primeira escola pública de Itajaí. A lei determinava que o professor teria o ordenado anual de cento e oitenta mil réis e, segundo método individual, ensinaria os estudantes a ler, escrever, fazer as quatro operações de aritmética, gramática portuguesa e ortografia, e a doutrina cristã.

Agostinho, um próspero comerciante (possuía armazém e depósito, “secos e molhados”, na barra do Itajaí-Mirim) e sócio de Anacleto José da Silva, também deputado provincial catarinense em: 1829-1832, 1833-1834, 1835-1837, 1838-1839 e 1840-1841, integrou a antiga Guarda Nacional, foi Tenente-Coronel e Coronel Comandante do 7° Batalhão dessa Guarda.

Era um homem de vasta cultura: “mestre em riscar plantas de navios e que vários dos grandes barcos construídos no Itajaí obedeceram aos planos por ele elaborados”; deixou sua marca ainda na cultura e na arte, sendo conhecido por suas poesias satíricas, que são inclusive, uma das primeiras manifestações artísticas das quais se tem registro na cidade. Entretanto, a sátira não foi seu único gênero poético, mas apenas delas se tem material conservado, ainda que pouco. (FLORIANO, 2013, p. 95).

Foi condecorado pelo Imperador Dom Pedro II como Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo, por Decreto de 3 de novembro de 1845, pelos serviços prestados de engrandecimento material, moral e intelectual da província, especialmente da zona banhada pelo Rio Itajaí, a qual forneceu estrutura religiosa, jurídica e administrativa daquele crescente povoado.

Liderou a luta pela emancipação de Itajaí que se concretizou 30 anos mais tarde.

Quando foram convocadas as primeiras eleições para a Assembleia Provincial em 1835, Agostinho foi escolhido para ocupar uma das cadeiras. Sendo o representante da região no Parlamento, teve maior possibilidade de lutar pelos interesses do povoado em ascensão. Nessa 1ª Legislatura, licenciou-se em 30 de março de 1835.  Antes, redigiu e apresentou um projeto de colonização, mais tarde aprovado e transformado na Lei N° 11, sancionada pelo Presidente da Província, em 5 de maio de 1835.

Na 2ª Legislatura (1838-1839), ficou na suplência de Deputado, foi convocado, mas não tomou posse.

Candidatou-se e, mais duas vezes, foi Deputado na Assembleia Legislativa Provincial de Santa Catarina: na 3ª (1840-1841) e na 8ª Legislatura (1850-1851).

Em 26 de janeiro de 1850 sua esposa morreu, ano que a saúde de Agostinho começou a se debilitar. Sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e faleceu em 16 de junho de 1853.

Em homenagem, uma avenida no bairro Cordeiros leva seu nome, na cidade de Itajaí/SC.

Mandatos

Referências

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA. Centro de Memória. Arquivos das Legislaturas: de 1835 a 2018.

BEILER, Aloysio Clemente M. I. de J. Breves. História do Café no Brasil Imperial: Santíssimo Sacramento do Itajaí. Disponível em: <https://goo.gl/aRS1rL>. Acesso em: 22 jun. 2016.

CONTEÚDO ABERTO. IN: MAFRA: GENEALOGIA/FAMILYGROUP. "Agostinho Alves Ramos". Disponível em: <https://goo.gl/8edmEL>. Acesso em: 22 jun. 2016.

CONTEÚDO ABERTO. IN: WIKIPÉDIA: A ENCICLOPÉDIA LIVRE. "Agostinho Alves Ramos". Disponível em: <https://goo.gl/EyyMmf>. Acesso em: 22 jun. 2016.

CORREIOS/CEP. busca "Agostinho Alves Ramos". Disponível em: <https://goo.gl/0tuPWF>. Acesso em: 22 jun. 2016.

D’ÁVILA, Edison. História: O começo da história. Disponível em: <https://goo.gl/e987sm>. Acesso em: 22 jun. 2016.

FLORIANO, Magru. Itajaí: Uma Cidade em Busca de Seu Fundador: Textos Compilados. Itajaí: Brisa Utópica, 2013. 1 v. Disponível em: <https://goo.gl/w91iHP>. Acesso em: 22 jun. 2016.

PIAZZA, Walter F. Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994. 714 p.

PIAZZA, Walter F. O Poder Legislativo Catarinense: das suas raízes aos nossos dias 1834-1984. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1984. 800 p.

Como citar este documento
Referência

MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Agostinho Alves Ramos. 2018. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/29-Agostinho_Alves_Ramos>. Acesso em: 12 de dezembro de 2018.

Citação com autor incluído no texto

Memória Política de Santa Catarina (2018)

Citação com autor não incluído no texto

(MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, 2018)

Memória Política de Santa Catarina