Lauro André da Silva
Lauro André da Silva

Advogado, natural de Braço do Norte/SC. Vereador em Rio do Sul/SC e três vezes Deputado Estadual na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, século XX.

Informações Gerais

Filiação
André José da Silva e Maria Honorata da Silva
Nascimento
05/07/1934
Local de nascimento
Braço do Norte/SC
Falecimento
03/07/2020
Local de falecimento
Florianópolis/SC
Formação
Direito
Profissão
Advogado
Partido
PMDB

O trabalho em primazia

Um poema inusitado

"Com a palavra, o senhor deputado Lauro Silva". A deixa foi dada pelo deputado Vasco Furlan, presidente da sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina naquela tarde de 26 de maio de 1982, uma quarta-feira.

Naturalmente, o plenário quase lotado voltou a atenção para a tribuna, onde o representante do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) se posicionava para discursar.

Advogado, eleito pela região de Rio do Sul/SC por duas vezes seguidas, Lauro cumprimentou os membros da mesa, os colegas e sem mais rodeios passou a ler um poema. Vinte cinco estrofes da mais fina ironia, que desconstruía ponto a ponto a "Carta aos Catarinenses", peça amplamente divulgada da campanha eleitoral do então deputado federal Esperidião Amin, candidato a governador pelo Partido Democrático Social (PDS). Eis abaixo um trecho do texto, contido na edição de número 2.556, do Diário da Assembleia:

"(...) Por Konder foste levado,
sem voto à Prefeitura.
Dos Ramos recebeste,
na tua candidatura,
televisão - rádios - jornais,
e grande publicidade.
Cobrindo todo Estado,
falando para a Cidade.

O Bornhausen te levou,
pra melhor secretaria.
DER - dos transportes,
pra política ser a via.
E se uniram os três,
a grande oligarquia.
KONDER - RAMOS E BORNHAUSEN,
e tu foste - A CRIA.

Eis porque tua carta,
AMIM - não vem convencer.
És filho da oligarquia,
AMIM - não precisas dizer.
Bolado no Maria do Mar,
AMIM - não vem enrolar.
Com carta de arrependimento,
AMIM - não vais enganar.(...)"

Os inusitados versos de oposição foi a defesa escolhida pelo membro fiel do partido naquele dia. A intenção era expor as contradições de Esperidião Amin, adversário do seu candidato, o senador peemedebista Jaison Barreto. Desde o início do Regime Militar, iniciado em abril de 1964, o dia 15 de novembro daquele ano marcaria a primeira vez em que o governador de Santa Catarina seria escolhido por voto da população.

Inspirado por uma crença na redemocratização do país e verdadeira mudança do sistema político, a poesia lida não era só um ataque sutil ao adversário, mas continha também versos que sintetizavam os princípios que nortearam a vida pública de Lauro André da Silva, reeleito naquele 1982 para o terceiro e último mandato como deputado estadual.

"(...) CONSTITUINTE queremos,
para o povo - pra Nação.
O TRABALHO em primazia,
o capital cremos que não.
Legisladores legítimos,
e não de ocasião.
Sem armas - mas com a lei,
PARLAMENTO sem coação.

Queremos justiça,
com JUSTIÇA SOCIAL.
Dirigentes SEM MORDOMIA,
Quando o povo passa mal.
Queremos nossos direitos,
gente sem medo e sem ira.
Uma vivência CRISTÃ,
um governo sem mentira.(...)"

Família, religião e trabalho

A trajetória de Lauro André da Silva começa em 5 de julho de 1934, em uma família simples na localidade de Rio Bonito, município de Braço do Norte/SC. Nasceu em casa, pelas mãos de uma parteira. Terceiro filho de 11 gerados da união entre o agricultor André José da Silva e Maria Honorata da Silva. A infância foi na labuta da roça, na venda de leite e nos mais variados serviços, próprios de quem vivia com o que plantava e colhia. Partiu aos 13 anos para dar início a sua “vivência cristã”: estudar em regime integral no Seminário Menor Metropolitano de São Ludgero/SC.

Após um ano de rígida instrução, o menino foi transferido para o Seminário Nossa Senhora de Lourdes de Azambuja, na cidade de Brusque/SC, onde concluiu os estudos secundários, aos 19 anos.

Foi na metade do século que o jovem chegou a Rio do Sul, localidade do Alto Vale do Itajaí, que anos mais tarde ele próprio descreveria na Assembleia como uma “cidade simpática, de clima temperado, situada no coração de Santa Catarina e que goza do privilégio de ser passagem obrigatória a tantos quantos se dirigem ao médio e extremo Oeste catarinense”.

O município seria seu chão, uma fonte inesgotável de oportunidades e momentos marcantes que costuraram a personalidade admirada em todo Estado. Foi abrigado em sua chegada pelo tio Celeste Ernesto da Silva, mudando-se depois para a casa do tio Nascimento. Mas foi na velha Estação Rodoviária, morada do seu tio Ângelo Ernesto da Silva, que encontrou sua referência política e cívica. Amparado por estes familiares, pode concluir o Ensino Técnico em Contabilidade no Colégio Dom Bosco.

Educado, estudioso e culto, em setembro de 1954, através do tio Ângelo, conseguiu o primeiro emprego como carteiro no Banco Nacional do Comércio S/A. Passados alguns meses, acumulou um segundo ofício à rotina. Abria a Oficina do Sr. Albano Knewuch às 6 horas, onde trabalhava na contabilidade, e às 9 horas ia para o Banco. Era “o trabalho em primazia”.

No ano seguinte, descobriu o amor no local mais improvável, o Seminário Azambuja, em Brusque. O ambiente conservador, masculino e rígido de outrora lhe apresentou aquela que seria sua companheira de vida, Helena Schmitt. O motivo do encontro foi uma cerimônia para ordenação sacerdotal do Padre Raul. Os dois viajaram mais de 130 quilômetros para descobrirem no Santuário que eram vizinhos de rua, em Rio do Sul. Não tardou para que o namoro começasse. Casaram-se em 26 de outubro de 1957, na Igreja Matriz de São João Batista. Do matrimônio nasceram Claudio Luís, Clarice, Célio Cesar, Cesar Augusto e Clóvis André.

O despertar para a política

Os turbulentos anos 60 mexeram também com a vida da família Silva. Lauro deixou o Banco Nacional, em 1961, quando já era escriturário, e passou a trabalhar na gerência da Loja Sul Americana Ltda., localizada na Rua Carlos Gomes, 206, Centro. Contador disciplinado, em dois anos comprou o empreendimento, além do terreno e a casa do proprietário.

Foi no comércio que Lauro passou a se integrar na sociedade rio-sulense. Nos relacionamentos com o povo, o espírito de justiça foi azeitando as relações e multiplicando as amizades.

Queremos justiça, com justiça social”. Era frase inaudita em meados da década de 1960. Os militares assumiram o Governo Federal aplicando uma política rígida de combate à inflação. De março de 1964 até fins de 1967, a reorganização do sistema financeiro causou uma recessão forte, que atingiu em cheio os comerciantes do interior do país.

“Basicamente, ninguém comprava mais. Meu pai saía pelo interior do Alto Vale do Itajaí para trocar mercadoria da loja por frango, saco de mandioca, arroz. Dinheiro não circulava”, conta o filho mais velho, Claudio Luís.

As dificuldades daquele período conduziram Lauro para o curso de Direito na unidade de Rio do Sul da Faculdade Educacional de Blumenau (FURB). No estudo da lei, a política era assunto cada vez mais atraente.

Em 1965, foram extintos os partidos políticos que existiam. No início do ano seguinte, os atos complementares do AI-2 abriram a possibilidade de criação de partidos. De Florianópolis, o advogado Saulo Vieira chega a Rio do Sul no mês de maio com a missão de fundar na região os diretórios municipais do Movimento Democrático Brasileiro, legenda de oposição à ARENA e, portanto, ao regime. Membros do extinto Partido Trabalhista Brasileiro indicam Ivo Knoll como homem certo para o trabalho. Foi por influência do proprietário do Cine Riosul, presidente da Câmara Júnior da cidade, que Lauro filiou-se ao partido recém-criado e entrou de vez na política.

O primeiro desafio da carreira foi trabalhar na campanha vitoriosa do próprio Ivo Knoll para deputado estadual, em 1966. A primeira disputa pessoal foi para vereador, em 1969. Lauro foi eleito como o mais votado da cidade, com 955 votos. O trabalho na Câmara Municipal, não remunerado, era menos de legislador e mais de ponte entre a população e o poder público. Conciliação, melhorias de infraestrutura, serviços básicos.

Em 1972, Lauro lança chapa para prefeito de Rio do Sul, tendo como vice Elmo Fali, pelo MDB 1. Perde para Danilo Lourival Schmidt, que encabeçava a segunda chapa do MDB no pleito, o que era possível na época.

Derrotado nas urnas, busca o crescimento pessoal concluindo o curso de Direito. Com o fechamento da unidade da FURB em Rio do Sul, Lauro transfere o bacharelado para a Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul/RS, onde cola grau em 1973, aos 39 anos.

O advogado formado, registrado na Ordem dos Advogados do Brasil pelo número 1.755, passa a atuar na região do Alto Vale do Itajaí. “Ele começou a trabalhar para todo mundo, do mais rico ao mais pobre. Em todas as comarcas. Era um louco. Seguindo nesta linha ele se elegeu em 1974 e, a partir de um trabalho sério, moderado, articulado, leal, ele se destacou”, lembra o fundador e ex-presidente do MDB, Saulo Vieira.

Deputado Laurinho

De segunda a sexta-feira pela manhã, o deputado Lauro André da Silva sentava, afastava a cadeira para trás, colocava as duas mãos na mesa, dava duas batidinhas na madeira e dizia: começou o serviço. Era seu ritual particular. No corredor do terceiro andar da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), onde ficavam os gabinetes da bancada do MDB, era comum uma fila de gente, aguardando desde as primeiras horas para terem acesso ao deputado.

“O deputado Lauro André da Silva nunca deixou de ser o Laurinho. O pessoal da Assembleia, dos funcionários aos colegas de bancada e de plenário, nutriam carinho e respeito por ele. Era um sujeito muito humano. Uma pessoa que esteve sempre pronto para socorrer os desvalidos do Alto Vale. Atendia a todos que chegavam daquela região e gente daqui também. Era comum chegarem à Assembleia pedindo ajuda e os funcionários indicarem o gabinete dele, pois era sabido que ele não dispensava ninguém”. O reconhecimento do colega de bancada, ex-deputado Francisco Küster, era uma impressão compartilhada por contemporâneos da ALESC, como Jorge Gonçalves da Silva.

“O Laurinho socorria qualquer um. Eram pessoas pedindo consulta médica, cesta básica, empresários endividados, mães com os filhos presos, pessoas de toda sorte”, descreve.

“Era extremamente generoso, homem simples, inteligente. Correto com as pessoas e com o partido. Respeitado pelos adversários. Sua palavra valia muito”, conta o ex-deputado Murilo Canto.

Foram 12 anos de atividade pública intensa, em que mais uma vez Lauro passou a acumular duas funções. Era político e advogado. “Quando começou na política, lembro dele dizer em casa que ia atender quem precisasse dele sem cobrar honorário, pois ele já recebia um salário do povo”, recorda-se o filho Claudio Luís. Nada mais justo e coerente com o verso “dirigentes sem mordomia, quando o povo passa mal”, do poema lido na ALESC.

O primogênito acredita que foram mais de 70 júris de graça que Lauro André da Silva participou no período. Atividade que inspirou o então colega Casildo Maldaner, que anos mais tarde se tornaria governador e senador de Santa Catarina. “Ele era advogado e eu sentia certo ciúme dele, por isso terminei meu segundo grau e me formei em Direito. Ele não tinha hora, não tinha sábado, domingo ou feriado. Fazia inventário, conciliação, peticionava e ia além".

“Veja que naquela época não existia defensoria dativa ou pública, mutirão de conciliação. Ele exercia esta função. A pessoa chegava pedindo uma ajuda num processo, ele ia lá e peticionava. Vinha um cara de Urubici/SC, ele atendia. De Tijucas/SC, atendia. Não precisava ser do Alto Vale”, conta Francisco Küster.

Na defesa do Alto Vale

Em 1975, a família Silva mudou-se para Florianópolis, mas a conexão com Rio do Sul nunca foi desfeita. O trecho de 230 km da Ilha até o Vale do Itajaí, via Blumenau/SC, era percorrido pelo deputado todo final de semana. Na Capital, moravam numa modesta casa de madeira, na Rua Raimundo Correia, 511, no bairro Estreito. Residência que servia de hospedagem de conterrâneos necessitados. “Toda semana tinha algum desconhecido lá em casa. Minha mãe fazia comida, ajudava com o que podia, dava o apoio que o pai pedia”, lembra o filho Claudio.

Aos olhos do amigo e compadre Armando José Müller, muito do mérito das ações de Lauro pode ser dividido com sua esposa, D. Helena, companheira dedicada e apoiadora. “Ele sempre se entregou com afinco às causas que abraçava e ela esteve sempre ao lado. O homem desdobrava-se para atender aos necessitados, dividindo com estes, seus escassos recursos financeiros”.

A família foi envolvida pelo trabalho assistencialista de Lauro. Desde o início do mandato, contou com a ajuda dos filhos, que sem qualquer vínculo com a Assembleia, desdobravam-se nos afazeres do gabinete. Em 1979, o Célio Cesar passou a ser o “faz-tudo” do pai. “Eu rodava de 6h às 20h atendendo pessoas. Ia na rodoviária, pegava um morador de Ituporanga/SC e levava no Hospital de Caridade. Passava na pensão onde estava hospedada uma família de Taió/SC. Levava para o terminal e já voltava com uma mulher de Salete/SC para receber atendimento no Hospital Universitário. Era uma média de cinco consultas por dia, toda semana”, relata.

A solução de problemas individuais era o combustível para a luta no plenário pelas grandes causas do Vale do Itajaí. Inclusive na Saúde. Sua bandeira de todos os mandatos foi pela construção do Hospital Regional de Rio do Sul, remédio para os arriscados deslocamentos em estradas precárias pelo estado.

Rodovias foram temas frequentes em seus projetos, moções e emendas. Pedido de melhorias no acostamento entre Blumenau e Rio do Sul, na BR-470, e no asfalto da BR-282.

Intermediou recursos para ampliação de escolas catarinenses em Pouso Redondo, Angelina, Alfredo Wagner. Foi responsável pela instalação do primeiro posto telefônico de Presidente Nereu/SC.

De origem agrícola, Lauro sempre esteve em defesa dos pequenos produtores, plantadores de mandioca, de cebola, das cooperativas e sindicatos rurais, principalmente das regiões de Braço do Norte e Rio do Sul.

Nas enchentes do Rio Itajaí, no início dos anos 1980, deu voz aos milhares de desabrigados ao exigir do governo projeto para construção de barragens de contenção.

No último mandato, apresentou e defendeu a aprovação do projeto de lei que proibia contratação pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e aproveitamento de pessoas aposentadas ou reformadas na Administração Direta e Indireta, Autarquias, Fundações e Empresas de Economia Mista no Estado. A peça foi vetada pelo governo por duas vezes. Nesta mesma linha, trabalhou pela disciplina da política de aumento salarial dos funcionários públicos, para diminuir a disparidade entre os altos e baixos salários.

Na visão de colegas, foi um dos mais assíduos da casa até o último dia. Era um conciliador, acima de tudo. Nos bastidores do partido, sempre apaziguou as tensões. Um parlamentar moderado, que não deixava de se posicionar e atacar. Foi líder de partido e presidente da Comissão de Justiça.

Causou comoção geral em 12 de junho de 1977, quando sofreu um acidente grave entre Rio do Sul e Ibirama/SC. Com as duas pernas quebradas, foi socorrido pelo filho Claudio antes que o veículo pegasse fogo. Atendido no Hospital Cruzeiro de Rio do Sul, foi levado a Capital catarinense de helicóptero para ser operado. “Ficou quatro meses em casa, de pernas pra cima”, descreve o filho. Foi um processo lento até voltar a andar.

Neste episódio, demonstrou imenso senso de justiça com uma atitude rara. Ainda se recuperando do sinistro, entrou com pedido na presidência da Assembleia para que intercedesse no Tribunal de Justiça a fim de suspender o foro privilegiado que ele tinha direito. Ele pretendia ser julgado pelo acidente na comarca de Ibirama, nas mesmas condições do outro civil envolvido na batida.

Em outra ocasião, demonstrou extrema lealdade e compromisso partidário ao recusar convite para ser Procurador da ALESC. A bancada perderia seu voto e ficaria enfraquecida na discussão de projetos.

Com campanhas com recursos escassos, sem grande ajuda financeira, um erro de estratégia atrapalhou a disputa para mais uma reeleição, em 1986. Um de seus sonhos na época era participar da Constituinte, ao lado de seu ídolo Ulysses Guimarães. No início daquele ano se lançou candidato a deputado federal por Rio do Sul, mas o partido escolheu Ivo Vanderlinde. Quando voltou atrás para tentar novamente a vaga de deputado estadual, o candidato João de Matos já tinha ampla vantagem na formação da equipe de trabalho.

Entretanto, sua vida pública não parou naquela derrota eleitoral. Foi Subsecretário da Casa Civil, nos governos de Pedro Ivo Campos e Casildo Maldaner. Passou no concurso para Delegado de Polícia, função que desempenhou nos municípios catarinenses de Bom Retiro, Palhoça, São José e Florianópolis. Regressou para Rio do Sul em 1997, na função de Delegado Regional de Polícia, fator preponderante na construção do prédio da nova Delegacia Regional de Polícia.

A cidade era outra. Havia se desenvolvido. Os serviços básicos eram melhores prestados. O Hospital Regional finalmente estava aberto à população. Outros municípios da região do Alto Vale gozavam de um cenário bem distinto daqueles anos 1950. Diante daquela transformação, Lauro André da Silva, o Laurinho, pode se orgulhar de sua trajetória: “O trabalho estava feito”.

* Texto produzido por Marcone Tavella, a pedido do Deputado Lauro André da Silva.

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Como citar este documento
Referência

MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Lauro André da Silva. 2022. Disponível em: <https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/597-Lauro_Andre_da_Silva>. Acesso em: 06 de dezembro de 2022.

Citação com autor incluído no texto

Memória Política de Santa Catarina (2022)

Citação com autor não incluído no texto

(MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, 2022)

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