Irineu Bornhausen
Irineu Bornhausen

Banqueiro, industrial e comerciante, natural de Itajaí/SC. Vereador e Prefeito na terra natal. Governador de Santa Catarina e Senador, representando os catarinenses, no século XX.

Informações Gerais

Filiação
João Bornhausen e Guilhermina Bornhausen
Nascimento
25/03/1896
Local de nascimento
Itajaí/SC
Falecimento
11/08/1974
Local de falecimento
Blumenau/SC
Profissão
Banqueiro, industrial e comerciante
Partido
Partido Republicano Catarinense (PRC), União Democrática Nacional (UDN) e Aliança Renovadora Nacional (ARENA)

Irineu Bornhausen

Nasceu em 25 de março de 1896, em Itajaí/SC. Filho de João Bornhausen e de Guilhermina Bornhausen, descendentes de colonos suíços. 

Casou com Marieta Konder, com quem teve três filhos: Paulo Konder Bornhausen, Deputado Estadual na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e Vice-Governador do Estado catarinense; Jorge Konder Bornhausen, entre os vários cargos exercidos, destacam-se Senador da República e Governador de Santa Catarina (1979-1982); e Roberto Konder Bornhausen, Presidente do Unibanco e da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN). 

Sua esposa é irmã dos políticos catarinenses Adolfo Konder, Marcos Konder e Victor Konder.

Irineu é avô de Paulo Bornhausen, Deputado Estadual, três vezes Deputado Federal e Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico de Santa Catarina.

Na infância auxiliava os pais na agricultura, posteriormente, trabalhou nos negócios comerciais e industriais de sua família. Na década de 1920, ingressou no sistema bancário, tornou-se um dos mais importantes banqueiros de Santa Catarina, sendo sócio, maior acionista e Presidente do Banco Inco (Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina).

Eleito duas vezes Vereador à Câmara Municipal de Itajaí (1923-1927 e 1927-1930), pelo Partido Republicano Catarinense (PRC), presidiu a Casa no segundo mandato. Em 1930, elegeu-se Prefeito da terra natal, mas não tomou posse em circunstância da Revolução de 1930. Seis anos mais tarde, foi novamente eleito para o cargo de Prefeito e exerceu o mandato, entre 1936 e 1939.

Em 1945, integrou a fundação do Diretório da União Democrática Nacional (UDN), em Santa Catarina, sendo seu primeiro Presidente. Pelo partido, concorreu nas eleições de 1947, ao cargo de Governador de Santa Catarina, recebeu 81.313 votos, pouco menos de 15 mil votos que o eleito Aderbal Ramos.

No pleito seguinte, voltou a candidatar-se para Governador, eleito com 147.074 votos, pela UDN, para mandato de cinco anos (de 31 de janeiro de 1951 a 31 de janeiro de 1956). Transmitiu o cargo para Jorge Lacerda.

Seu governo foi marcado pela criação da Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado (ACARESC), da Secretaria da Agricultura, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e de 14 municípios em diferentes regiões do Estado. Foram realizados investimentos em infraestrutura, como a abertura da estrada da Serra do Rio do Rastro e a remodelação de diversas rodovias. Em 1955, inaugurou e foi o primeiro morador do Palácio da Agronômica (atual Casa d’Agronômica), residência oficial do Governador de Santa Catarina, até então a residência era o Palácio Rosado (hoje Museu Cruz e Sousa).

Nas eleições de 1958, pela UDN, candidatou-se simultaneamente para os cargos de Senador e Deputado Federal por Santa Catarina, elegeu-se em ambas as disputas. Optou por assumir o mandato de Senador, tomou posse à 41ª Legislatura (1959-1963) e a 42ª Legislatura (1963-1967), e integrou as Comissões Permanentes de: Finanças; Legislação Social; Economia; Segurança Nacional; Transportes e Comunicações; e Obras Públicas (Vice-Presidente). 

Em 1960, concorreu pela terceira vez ao governo de Santa Catarina, conquistou 241.724 votos, não sendo eleito por pouco mais de 20 mil votos na disputa contra Celso Ramos.

Filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), no ano de 1966, legenda pela qual encerrou o mandato no Senado. Não mais disputou cargos eletivos, mas manteve-se à frente das articulações políticas dos Konder-Bornhausen.

Faleceu em 11 de agosto de 1974, em Blumenau/SC.

Homenagens

  • O município catarinense de Irineópolis recebe este nome em sua homenagem.
  • Diversas ruas, avenidas, logradouros, escolas e hospitais com seu nome no Estado de Santa Catarina.

Imagens

Retrato de Irineu Bornhausen
Fonte: CORRÊA, 1983, p. 71.
 
Assinatura de Irineu Bornhausen
Fonte: CORRÊA, 1983, p. 71.

Mandatos

Referências

CORRÊA, Carlos Humberto Pederneiras. Os Governantes de Santa Catarina de 1739 a 1982. Florianópolis: Editora da UFSC, 1983. 356 p.

CPDOC. Fundação Getúlio Vargas. Verbete Biográfico: Irineu Bornhausen. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rNzk0NTA=>. Acesso em: 9 abr. 2019.

NASPOLINI FILHO, Archimedes. Capítulo 11 - Irineu Bornhausen. 2018. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rNzk0MjQ=>. Acesso em: 9 abr. 2019.

PIAZZA, Walter F. Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1994. 714 p.

Prefeitura Municipal de Irineópolis. Apresentação. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rNzk0Mzc=>. Acesso em: 9 abr. 2019.

RODRIGUES, Natália. Revolução de 1930. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rNDIyMDA=>. Acesso em: 18 dez. 2017.

SANTA CATARINA. Secretaria Executiva da Casa Militar. Irineu Bornhausen – 1951 a 1956. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rNzk0NjM=>. Acesso em: 9 abr. 2019.

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL. Resenha Eleitoral - Eleições Catarinenses 1945-1998. 2001. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/rNjI2OQ==>. Acesso em: 30 nov. 2017.

Como citar este documento
Referência

MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Irineu Bornhausen. 2019. Disponível em: <http://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1196-Irineu_Bornhausen>. Acesso em: 15 de novembro de 2019.

Citação com autor incluído no texto

Memória Política de Santa Catarina (2019)

Citação com autor não incluído no texto

(MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA, 2019)

Memória Política de Santa Catarina